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FOCO NA VITAMINA D PARA OS OSSOS

 

Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), metade da população mundial tem quantidades insuficientes de Vitamina D, sendo que alguns estudos associam às baixas taxas dessa vitamina a fraqueza óssea, osteoporose, problemas cardíacos, diabetes, câncer, demências e até doenças autoimunes, como a esclerose múltipla.

 

A nutricionista da *Osteotrati/IOT, Luciana Barbosa Stoffel, explica que os níveis de vitamina D caem no inverno em virtude da menor incidência de raios solares e também da menor exposição. Além disso, o uso de roupas compridas e fechadas para proteger do frio também impede o contato dos raios com a pele. “Para obter os níveis ideais da vitamina é necessário consumir alimentos fontes, porém, se com a alimentação e com a exposição aos raios solares não for possível manter a quantidade necessária de vitamina D, pode-se recorrer à suplementação com a prescrição de médico ou nutricionista, já que os excessos também são nocivos”, ressalta.

 

Na entrevista abaixo a nutricionista fala mais sobre as maneiras de obter a vitamina e sobre os grupos de maior risco para a insuficiência do nutriente, como os idosos que possuem uma tendência maior a osteoporose:

 

Quais alimentos devem ser consumidos para a aquisição de vitamina D?

 

Apenas 10 a 20% da necessidade dos nossos organismos é obtida por meio da dieta. Os demais 80% a 90% necessários para a boa saúde originam-se da exposição à luz dos raios ultravioletas (UV) do sol. Alguns alimentos fornecem vitamina D. A quantidade ideal é 2 ou 3 porções deles ao dia. Exemplos: peixes gordurosos como salmão (selvagem), atum, sardinha. Cogumelos, leite e seus derivados, cereais enriquecidos, óleo de fígado de peixe, fígado de boi, gema de ovo.

 

Em quais casos é necessário suplementar?

 

A suplementação de vitamina D é indicada para as pessoas com mais de 65 anos de idade; crianças com raquitismo ou que raramente se expõem ao sol, como as que vivem em cidades em que faz muito frio; e indivíduos com osteoporose e baixa quantidade dessa vitamina, independentemente da idade. A reposição dessa vitamina, quando necessária, é feita de forma oral (gotas ou comprimidos) diária ou semanalmente. Em alguns casos também pode ser feita mensalmente de forma injetável. Nas pessoas que passaram por cirurgia bariátrica, a reposição é mais difícil, pois a vitamina D precisa de gordura para ser absorvida pelo organismo.

 

Quanto tempo de sol é recomendado para garantir a absorção da vitamina?

 

Ao se expor ao sol para obter a vitamina é importante não passar o filtro solar. Para evitar o câncer de pele, após os 15 a 20 minutos recomendados para obter a vitamina, passe o protetor solar. Braços e pernas devem estar expostos, pois a quantidade de vitamina D que será absorvida é proporcional à quantidade de pele que está exposta.

 

É comum ocorrer deficiência desta vitamina nas pessoas?

 

Diferentemente da maioria das outras vitaminas, a vitamina D é produzida por nosso próprio organismo. Trata-se de um hormônio, produzido a partir do colesterol quando nossa pele é exposta ao sol. A hipovitaminose (insuficiência de vitamina) D pode ser correlacionada com as diferentes populações. Dentre as correlações se destacam a estação do ano e os fatores culturais; sobre exposição solar, um exemplo é a alta prevalência de hipovitaminose D em populações com hábito cultural do uso de roupas cobrindo o corpo todo. Em países onde a exposição ao sol é considerada normal, o fator desencadeante desta hipovitaminose pode estar relacionado com o consumo diminuído na dieta. Já em países com alto grau de obesidade, ocorre uma diminuição da disponibilidade da vitamina D no corpo, também acarretando a sua hipovitaminose. Ainda, quanto maior a pigmentação da pele maior é a concentração de melanina, que atua como barreira para a radiação UVB, de onde provém grande parte da vitamina D.

 

Qual a importância da Vitamina D para os idosos?

 

As alterações fisiológicas  e metabólicas no envelhecimento podem contribuir para o surgimento de complicações clínicas, entre essas, aquelas relacionadas aos baixos níveis de vitamina D. Deficiência de vitamina D pode ser explicada no idoso pela redução da capacidade de gerar seu precursor na pele, o 7-de-hidrocolesterol que se transforma em vitamina D3 pela ação dos raios ultravioleta, pelo uso diário e necessário do protetor solar, mudança de estilo de vida e redução de atividades físicas ao ar livre. Níveis inadequados da 25-hidroxivitamina D implicam diminuição do cálcio pela redução da absorção intestinal desse mineral.

 

Qual a importância desta vitamina para a prevenção da osteoporose? A deficiência pode ser causadora da doença?

 

A vitamina D é fundamental para a absorção do cálcio. Nossa pele fabrica uma substância que precisa da luz do sol, principalmente do sol da manhã que é rico em raios ultravioleta, para transformar-se em vitamina D. Antes que o processo se complete, essa vitamina passa pelo fígado e pelos rins e só depois está pronta para favorecer a maior absorção de cálcio pelos intestinos, assegurando, assim, que ele passe para circulação e desempenhe suas funções no organismo. Com isso, a hipovitaminose diminui a absorção de cálcio e podendo iniciar o processo da osteoporose.

 

*A Osteotrati é formada por uma rede profissionais especializados no tratamento da osteoporose e está integrada a Clínica IOT e ao Hospital São Vicente de Paulo.

 

 



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