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Lesões por esforços repetidos (L.E.R.), ou lesões por traumas acumulativos (L.T.A.), ou, mais recentemente, distúrbios osteomuscululigamentares relacionados ao trabalho (D.O.R.T.), são tópicos extremamente controvertidos. Nos últimos anos com o aumento da competitividade e crescimento do mercado como um todo, no Brasil e em outros países, houve um aumento epidêmico dessas lesões em membros superiores por sobrecarga funcional. Seja qual for a denominação L.E.R. / D.O.R.T., não deve ser usada para indicar uma doença ou patologia. O termo L.E.R. serve para indicar um mecanismo de lesão sobre um determinado tecido ou parte do corpo, mas não irá informar qual a lesão ou diagnóstico, por exemplo: um trabalhador que usa o punho em movimentos de flexão e extensão, repetitivamente e simultaneamente, várias vezes por minuto em um dia de trabalho talvez venha desenvolver dor no punho, mas qual será a lesão?).

Os tecidos afetados por um determinado mecanismo poderá ser músculos, ossos, ligamentos, tendões e articulações. Uma vez que esse tecido ou parte do corpo exceda os limites da resistência ocasionará um processo inflamatório, sobrevindo a dor. A dor irá variar sua intensidade conforme o limiar de dor de cada indivíduo. A L.E.R. não é um problema simples, e, sim, um problema complexo em que se deve conhecê-lo nas diversas áreas:

Medicina que fornece informações sobre a lesão através da história clínica, exame físico, fisiopatologia, diagnóstico e tratamento.

Administração que mostra organizações do sistema de trabalho. Conscientização por parte dos trabalhadores e administradores para se evitar as lesões ocupacionais.
Psicologia que visualiza porque alguns trabalhadores desenvolvem alguma lesão e outros não desenvolvem. Exemplo: perspectiva de vida, ambiente familiar.
Sociológico que mostra reflexo de uma sociedade cada vez mais exigente e competitiva.
Jurídico: quais trabalhadores que desenvolveram realmente lesões em relação aos outros que buscam ganho secundário, ou seja, que não desenvolveram lesões, e são oportunistas, visando estabilidade no emprego, indenização, afastamento com salário integral e busca de acordos trabalhistas.
Ergonomia que trata de estratégias para prevenção das lesões no local de trabalho, conhecendo-se os mecanismos (compressões nervosas, musculares, tendões e articulares), causas e fatores de riscos que levam a desenvolver uma determinada lesão.
Enfim, L.E.R. / D.O.R.T., são denominações de mecanismo de lesão e não uma patologia, ou seja, não é um diagnóstico. Deve-se abordar a L.E.R. de maneira positiva em relação ao trabalhador que reclama de dor na parte lesionada, fazendo o diagnóstico e tratando. Entretanto, deve-se manter uma postura firme, evitando-se pressões por parte do trabalhador que caracterizam lesões onde elas não existem, fazendo-se passar por lesão ocupacional.



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