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CISTO DE MãO E PUNHO

Os cistos ou gânglios representam 50 a 70% do total de tumores do tecido mole da mão. Geralmente, o cisto está ligado à camada mais profunda da cápsula articular, tendão ou bainha sinovial dos tendões. Os cistos são prevalecentes em mulheres (3:1) e geralmente ocorrem (70%) entre a segunda e a quarta década de vida. Os cistos não são raros em crianças, tendo sido relatados da primeira à oitava década de vida.
A alteração estética, dor e diminuição da força de apreensão são as queixas mais freqüentes, estando presente o evento traumático em apenas 10% dos casos. Traumas agudos e microtraumas de repetição parecem ser os fatores
etiológicos no desenvolvimento dos cistos, cuja malignidade não tem sido relatada. Esses podem aparecer de forma súbita ou insidiosa e não respondem bem ao tratamento conservador; podem, no entanto, regredir com o repouso ou aumentar com a atividade; finalmente, podem romper-se ou desaparecer espontaneamente.

 

O exame radiológico é geralmente normal, no entanto, cistos intra-ósseos podem ser identificados, determinando mudanças osteoarticulares observadas na articulação interfalangeana distal ou articulação carpometacarpiana.

Localização

Os cistos ocorrem com maior freqüência no dorso do punho, na região volar radial do punho ou no interior da bainha sinovial dos tendões. Outras regiões também são acometidas, entre elas: articulação interfalangeana proximal, articulação interfalangeana distal, tendão extensor, túnel carpal, túnel ulnar, intra-óssea (Fig. 1), ligamento escafóide-semilunar (Fig. 1).


Patogenia

A patogenia dos cistos é obscura, e a revisão da literatura é confusa. Desde Hipócrates, o primeiro a relatar como forma de nós o tecido contendo carne mucóide, numerosas teorias especulativas, com pouco embasamento científico, têm sido relatadas (Silva, 1993). Isso se tornou particularmente importante nos séculos XVIII e XIX, quando os anatomistas sugeriram hipóteses, dentro as quais se citam:

herniação sinovial ou ruptura da bainha tendínea (Eller, 1746); tecido embrionário residual (Hoeftman, 1876); novo crescimento da membrana sinovial (Henle, 1847); modificação da bolsa ou cistos degenerativos (Vogt, 1881).

Atualmente, a teoria mais aceita é a da degeneração mucóide, que foi descrita em 1882 por edderhouse e popularizada anos depois por Carp e Stout.

Tratamento

A descrição de altas taxas de recidiva e outras complicações cirúrgicas tem sido o principal estímulo para procurar métodos não cirúrgicos. Como tratamento conservador, citam-se: pressão digital, imobilização, aspiração e infiltração com corticóide, transfixação, soluções esclerosantes com injeção de hialuronidase. O mais importante é assegurar ao paciente que essa é uma patologia benigna que não exige tratamento imediato, possuindo indicação cirúrgica somente em casos de dor, perda funcional, ou alteração cosmética (Fig. 2 e 3).

 

Complicações

A recorrência (até 20% dos casos) é a complicação cirúrgica mais comum, que ocorre, geralmente, quando há inadequada ou incompleta excisão cirúrgica. Cisto que aparece no mesmo local anos após a excisão pode ser novo cisto, não uma recorrência.

Vários tipos de cistos

 

A - Cisto ligado à cápsula articular do ligamento escafóide-semilunar.

 

B - Cisto multilobular, pequeno cisto intra-articular.

 

C - Cisto com longo pediculo ligado ao ligamento escafóide-semilunar.

 

D - Cisto ligado ao tecido conjuntivo da cápsula articular.

 

E - Cisto intra-ósseo.

 

F - Cisto ligado ao cisto intra-ósseo: é muito raro; a completa incisão é muito importante.

Relação entre a excisão do cisto e a cápsula articular

A - Cisto removido.

 

B - Cápsula articular e excisada. Com uma excisão transversa ao nível do dorso do punho, a massa tumoral (cisto) é exposta e removida. Uma excisão meticulosa da margem e base do cisto é essencial para prevenir a recorrência.

 

Anatomia do dorso do punho, local mais frequente da localização do cisto sinovial

 

1 - Extensor longo do polegar.

 

2 - Extensor radial longo do carpo.

 

3 - Extensor radial curto do carpo.

 

4 - Extensor próprio do indicador.

 

5 - Extensor comum dos dedos.

 

6 - Tubérculo de lister.



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