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Notícias

Ciência e tecnologia para garantir atendimento de excelência

 

Com demandas cada vez mais específicas e com cada vez mais profissionais chegando ao mercado, o diferencial na Ortopedia e Traumatologia são o ensino, a tecnologia e a ciência.

O ortopedista especialista em Pé e Tornozelo da Clínica IOT, Dr. Cristopher Stoffel, releva que para ser médico ortopedista é necessário realizar, além dos 6 anos de faculdade de Medicina, no mínimo mais 3 anos de residência médica em Ortopedia e Traumatologia. “Após a residência, o ideal é passar por mais um ou dois anos de especialização em uma das subáreas da ortopedia. No IOT temos dez destas especialidades”, revela. 

Dr. Christopher explica que, após a conclusão da residência médica, os ortopedistas são avaliados pela Sociedade Brasileira de Ortopedia e Traumatologia – SBOT, em um dos mais difíceis testes de especialidades do mundo. “Somente os médicos aptos passam neste teste e pode então ingressar na SBOT, isso serve como um filtro na formação dos novos colegas”, revela.  A dica importante dada pelo especialista aos pacientes é que procurem por médicos ortopedistas membros da SBOT e, de preferência, com formação complementar na subárea que procuram.

 

Ciência e Tecnologia

O ensino e a ciência também são importantes na manutenção da qualidade. Os ortopedistas da Clínica são preceptores, ou seja, são supervisores e professores de médicos advindos de todo o país e da América Latina em busca de qualidade na formação em Ortopedia.  A Universidade Federal da Fronteira Sul (UFFS) e o Hospital São Vicente de Paulo são os responsáveis pelo programa de residência médica. Atualmente 13 residentes em Ortopedia, 16 fellows  (ortopedistas em formação de subespecialidades) e 3 residentes em Cirurgia da Mão realizam suas atividades junto aos médicos. “A clínica sempre procurou os melhores profissionais, divididos por subespecialidades, e aliou isso com a formação de novos ortopedistas e especialistas desde o princípio, há 43 anos. O fato de ser um centro de formação sempre manteve os profissionais atualizados e oferecendo o melhor atendimento possível”, frisa o ortopedista.

Os ortopedistas também mantém uma significativa produção científica. Em 2018 foram 2 artigos científicos em publicações internacionais, 6 artigos em publicações nacionais, 2 livros publicados,13 capítulos de livros, entre outros.

Tudo isso resultou em mais tecnologia e melhores técnicas no atendimento a população. Dr. Cristopher destaca que entre estas novas tecnologias estão as próteses, materiais especiais e cirurgias por vídeo e/ou minimamente invasivas. “O avanço destas tecnologias contribui muito para a especialidade e o oposto também é verdadeiro uma vez que ambas contribuem para evolução uma da outra”, explica.

 

Número de atendimentos: dados impactantes

Tudo isso reflete no número de pessoas que são atendidas pelos 25 ortopedistas do IOT, seja via Hospital São Vicente de Paulo, em suas duas unidades, seja pelo atendimento agendado diretamente na Clínica IOT (terceiro andar da Unidade II do HSVP).

De acordo com dados do setor estatístico das duas unidades do HSVP (matriz e filial) foram atendidas pelo setor de Ortopedia, cuja atuação é dos ortopedistas do IOT, 167.707 pessoas de janeiro a agosto deste ano. O dado é de atendimentos hospitalares (internações), ambulatoriais e complementares, incluindo pacientes do SUS, convênios e particulares. Já o número de pessoas agendadas pela Clínica IOT, o que inclui atendimentos no consultório e ambulatório, é na média de 5.200 por mês em 2019, o dado é do setor administrativo da Clínica.

 

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Técnica cirúrgica com nitrogênio para destruição de células cancerígenas

Os índices de incidência de tumor ósseo, infelizmente, crescem no Brasil, mas a boa notícia é que as técnicas cirúrgicas na área também estão mais modernas e eficazes. O ortopedista oncológico do IOT, Dr. Marcos Ceita Nunes, realizou na primeira semana do mês uma cirurgia inédita em Passo Fundo, realizada pelo SUS, no Hospital São Vicente de Paulo (HSVP). O procedimento durou cerca de cinco horas e foi realizado em um paciente com tumor maligno no úmero proximal, próximo ao ombro direito. O tumor é chamado de condrossarcoma, que é um tipo de câncer maligno agressivo. O tratamento é essencialmente cirúrgico, pois não apresenta resposta à quimioterapia e à radioterapia. “A paciente já tinha uma destruição no úmero proximal, ou seja, o tumor adentrou o osso e destruiu algumas partes, resultando no que chamamos de invasão medular”, revela o médico.

Intervenção complexa
A cirurgia consistia na retirada do tumor com margem de segurança oncológica, ou seja, se retira com uma margem de segurança para que não se tenha mais células cancerígenas na região, também é realizada a reconstrução do osso atingido. Marcos Nunes relata que foi feito uma ressecção de 10 a 12 cm do úmero, com margem de segurança oncológica, para retirada do osso afetado, preservando a articulação do ombro e cotovelo. Após o osso foi higienizado e colocado em nitrogênio líquido por 20 minutos. Depois em área ambiente por 15 minutos e no soro fisiológico por 10 minutos para hidratação. Após esse processo o osso que foi ressecado e continha o tumor foi reutilizado para reconstrução. Nesta reconstrução foi utilizada uma placa bloqueada e parafusos, que permitiram uma fixação mais firme do osso em comparação com as placas convencionais. A placa não era fornecida pelo SUS e foi doada pelo HSVP para a cirurgia.

Patologista
Tudo isso foi realizado com a presença de uma patologista que auxilia na avaliação das margens, certificando-se que estas estavam livres de tumor. “Chamamos isso de técnica de reconstrução com osso reciclado, porque mesmo sendo higienizado e curetado muitas células tumorais permanecem no osso, o nitrogênio é quem ‘mata’ as células, ele desidrata e explode estas células com o congelamento. Assim o osso se torna viável para ser reutilizado, reimplantado”, frisa o ortopedista oncológico. O médico comenta que a técnica foi desenvolvida pela equipe de Cirurgia Ortopédica da Universidade de Kanazawa, no Japão, em 1999. O primeiro estudo relatando a técnica foi publicado em 2003.

Técnica apropriada
O especialista explica que a técnica com nitrogênio era a mais indicada para a paciente devido a localização do tumor que era próxima a articulação, sendo ideal um procedimento de corte preciso para não prejudicar a mobilidade. Além disso, a cirurgia foi possível porque, mesmo sendo próxima da articulação, era viável retirar o osso sem cartilagem articular, já que o nitrogênio destrói este material. “O nitrogênio traz muitas vantagens, mas para a técnica ser viável é necessário que o paciente tenha pelo menos 2 cm de osso abaixo da cartilagem para poder fazer essa retirada sem este material. Já se utiliza técnicas com a retirada do osso com cartilagem, mas não existe consenso nestes casos porque se relata complicações”, esclarece. Nunes diz que uma das vantagens dessa técnica com nitrogênio é a facilidade na reconstrução, pois o osso já apresenta os cortes precisos e encaixa perfeitamente nas osteotomias (cortes no osso). Além disso, não precisa retirar enxertos ósseos com segmentos grandes, estruturais do paciente, para colocar no local do osso afetado, o que ocorre em outras técnicas. “Assim não é necessário utilizar enxerto estrutural como, por exemplo, um segmento de fíbula, o que às vezes se faz para reconstruir segmentos grandes de osso, e essa retirada traz complicação”, ressalta.

Evitar infecções
O ortopedista frisa que também poderia ser utilizado material ósseo do banco de osso, mas que apresenta um grande desafio para obter um encaixe perfeito nas osteotomias . “Além disso, o osso de banco (doador) também está sujeito a maior índice de infecção, maior índice de não consolidação do osso e, apesar de ser tudo muito bem controlado e mínimo, o risco de infecção por doenças transmissíveis ainda é possível, o que na técnica de limpeza com nitrogênio não existe”, diz o especialista.

Vantagens
Além das citadas anteriormente, o ortopedista oncológico destaca que a técnica que utiliza nitrogênio traz vantagens como a manutenção da estrutura óssea,  preservação da capacidade do osso de criar massa óssea, capacidade de consolidação óssea, já que preserva as capacidades biomecânicas do osso. “A taxa de pseudoartrose, ou seja , quando o osso não gruda, é de 14% nesta técnica enquanto no caso de osso de enxerto de banco (doador) chega a 40% de acordo com estudos. A taxa de infecção é de aproximadamente 6%. A taxa de infecção com osso de banco chega a 14%, então a taxa de complicação é muito menor”, revela o médico. Na questão da recidiva do tumor (risco de o tumor voltar) esta técnica tem a mesma taxa de outros tipos de técnicas cirúrgicas. “Lembro que a recidiva depende da ressecção adequada do tumor, se faz uma margem adequada é muito difícil este tumor retornar”, ressalta. A recuperação da cirurgia inclui uso de tipoia por três semanas e fisioterapia. Com cerca de três meses a paciente está liberada para vida normal, mas segue com acompanhamento oncológico. “Essa técnica cirúrgica pode ser usada para reconstruções de vários tipos de tumores malignos, desde que não apresente grande área de destruição óssea”, comenta.

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